ALT_IMG

Especial Ivete Sangalo–20 anos de Alegria.

Dona de uma carreira espetacular, Ivete Maria Dias de Sangalo Cady, mais conhecida como Ivete Sangalo nasceu em Juazeiro na Bahia no dia 27 de maio de 1972. Profissional completa, Ivete Sangalo tem como carreira principal a de cantora mas, a estrela da Axé Music não para por ai... ... Leia mais...

ALT_IMG

Vídeo Show: Nem tudo são flores... Aprende Globo!

Sabe aquela velha historia de time que está ganhando não se mexe... pois é, acredito que a Globo vem perdendo a formula que foi fundamental para que a emissora fosse consagrada como líder de audiência e dona de uma qualidade de dar inveja a muitas emissoras brasileiras... Leia mais..

Alt img

Se as emissoras fossem mulheres....

Para descontrair um pouco, fiquei pensando se as principais emissoras de televisão brasileira fossem mulheres qual seriam as suas personalidades... depois de alguns pensamentos e muitas risadas ficou assim: A Rede Globo de televisão é aquela mulher... Leia mais...

Alt img

Tire 12 dúvidas sobre o uso da camisinha masculina.

O preservativo masculino, a popular camisinha, é um dos maiores símbolos do sexo seguro. Embora ela seja amplamente recomendada para prevenir DSTs e a gravidez indesejada, sendo inclusive distribuída pelo SUS, ainda existem muitas dúvidas sobre o seu uso e quais cuidados ela oferece realmente. Sabia, por exemplo...Leia mais...

ALT_IMG

Domingo Legal não acordou...

Anunciada como um trunfo para tentar barrar o crescimento de Geraldo Luis, na Rede Record com o seu "Domingo Show", a presença de Danilo Gentili no Domingo Legal só mostra como o programa dominical se perdeu na vontade de ser algo melhor... Sim, a estreia do novo programa da Record só evidenciou o que já era visto por todos... Saiba mais...

15 de setembro de 2016

Camila Pitanga gritou para avisar o sumiço, mas todos acharam que era gravação. #RIP #VelhoChico


A atriz Camila Pitanga estava na companhia do ator Domingos Montagner no momento em que ambos decidiram mergulhar no rio São Francisco, logo após o almoço, por volta das 14h desta quinta-feira, 15, na cidade de Canindé, em Sergipe. E foi ela quem pediu por socorro quando percebeu que ele não voltou à superfície.
"Camila Pitanga gritou para avisar o sumiço, mas todos acharam que era uma cena da gravação. Ela estava desesperada, em cima de uma pedra, dizendo que a água o levou. No começo, não dava para entender o que ela dizia, mas depois a gente percebeu que algo ruim tinha acontecido", disse à reportagem Josivânia Maria de Araújo Domingos, proprietária do restaurante Caçoá, situado na praia em que os atores mergulharam.
"Ela ficou muito tempo gritando e entrava no rio a todo momento para tentar encontrá-lo. Até que os bombeiros e uns barcos chegaram, conseguiram acalmá-la e ela saiu da água. Deu para ver o desespero. Ela não conseguia parar de chorar", comentou a proprietária do restaurante.

#Domingos Montagner, de 'Velho Chico', morre aos 54 anos. #RIP #VELHOCHICO #Santo


O ator Domingos Montagner, o Santo da novela "Velho Chico", da TV Globo, morreu nesta quinta-feira (15). Ele gravou cenas de "Velho Chico" na parte da manhã, em Alagoas. Após o término da gravação, ele almoçou e, em seguida, foi tomar um banho de rio. 

Durante o mergulho, não voltou à superfície. A atriz Camila Pitanga, que estava no local, avisou à produção, que iniciou imediatamente as buscas pelo ator. 

Helicópteros do Grupamento Tático Aéreo, Policia Militar, Corpo de Bombeiros e pescadores da região ajudaram nas buscas. Nesta semana, a novela também teve cenas gravadas em Piranhas (AL). 

Paulistano, Montagner tinha 54 anos. Ele começou sua carreira artística trabalhando no teatro e em circos. Ele atuou em treze programas de TV, entre séries e novelas, além de nove filmes. Alguns papéis de destaque foram o Capitão Herculano Araújo de "Cordel Encatado" (2011) e o presidente Paulo Ventura de "O brado retumbante" (2012). 

Ele também chamou atenção como o Zyah de "Salve Jorge" (2012) e João Miguel de "Sete Vidas (2015). O ator estava no ar como o Santo de "Velho Chico" (2016). 

Montagner conta, em seu site oficial, que iniciou sua carreira no teatro, através do curso de interpretação de Myriam Muniz, e no Circo Escola Picadeiro. Em 1997, formou o Grupo La Mínima, com Fernando Sampaio. A Noite dos Palhaços Mudos, de 2008, lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator. Em 2003, criou o Circo Zanni, do qual foi diretor artístico. 

O primeiro papel na TV foi no seriado "Mothern" (2006), do GNT, canal da TV por assinatura. A estreia na Globo foi também em seriados: "Força Tarefa", "A Cura" e "Divã". 

A primeira novela, "Cordel Encantado", foi em 2011. No ano seguinte, estreou no cinema, com uma participação no longa "Gonzaga - de Pai Pra Filho", de Breno Silveira. 

Veja a lista com os principais filmes, novelas e seriados da carreira de Domingos Montagner

TV

“Mothern” (2008)
“Força tarefa” (2010) 
“A cura” (2010) 
“Divã” (2011) 
“Cordel encantado” (2011) 
“O brado retumbante” (2012) 
“Salve Jorge” (2012) 
“Joia rara” (2013) 
“Sete vidas” (2015) 
“Romance policial – Espinosa” (2015) 
“Velho Chico” (2016) 

Cinema 

“Gonzaga, de pai para filho” (2012) 
“A grande vitória” (2014) 
“Através da sombra” (2015) 
“De onde eu te vejo” (2016) 
“Vidas partidas” (2016) 
“Um namorado para minha mulher” (2016)

Domingos Montagner morre no Rio São Francisco. #RIP #VelhoChico


Corpo do ator acaba de ser encontrado.


Domingos Montagner, que interpreta Santo na novela "Velho Chico", da Globo, desapareceu após um mergulho no rio São Francisco com a colega de elenco Camila Pitanga.
O ator está sendo procurado desde as 14h30, mobilizando policiais, bombeiros e pescadores da cidade de Canindé de São Francisco, que faz divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas.
Segundo o delegado de Canindé, Antônio Francisco Oliveira Filho, Pitanga revelou em depoimento que ela e Montagner estavam de folga das gravações e, depois de almoçar, resolveram mergulhar no rio, num local conhecido como prainha do Canindé.
"Os dois entraram na água e a correnteza ficou forte de repente. Camila nadou rápido e conseguiu abraçar uma pedra. Ela chegou ver o Domingos nadar contra a correnteza, mas ele cansou e afundou," disse o delegado ao UOL.
Oliveira Filho também ouviu depoimentos de dois pescadores, que estavam próximos dos atores e foram os primeiros a prestar socorro. Ele confirmou que a região não é apropriada para banho, mas que não há placa de aviso no local. "Não existe placa alertando contra o banho porque todo mundo que mora aqui sabe que é perigoso e também avisa aos turistas", explicou o delegado, há nove anos da região.
"O local do desaparecimento foi o pior lugar para se tomar banho. Ali há um encontro das águas e formam-se redemoinhos. Realmente é onde o rio é mais complicado, há vários retornos da água" contou o soldado Carlos Santos, da PM de Sergipe e que faz buscas no local.
Um funcionário do restaurante Caçuá, bem próximo de onde os atores estavam, contou ao UOL que ouviu os gritos de socorro da atriz Camila Pitanga. "Primeiro achamos que era alguma gravação da novela. Só demos conta quando ouvimos os gritos de socorro da Camila. Ela estava chorando e desesperada"  explicou ele.
Em comunicado oficial, a TV Globo informou que a atriz Camila Pitanga, ao notar que o colega não retornava, avisou a produção, que iniciou imediatamente as buscas pelo ator.
De acordo com o sargento Rodrigues, do Corpo de Bombeiros de Delmiro Gouveia (AL), mergulhadores de Alagoas e Sergipe começaram as buscas nas águas por volta das 17h.
Em nota, o governo de Sergipe afirmou que há uma "ação integrada entre Corpo de Bombeiros, Polícias Civil e Militar, Grupamento Tático Aéreo (GTA), composto por um helicóptero e um avião bimotor, além de uma equipe de mergulhadores" realizando buscas pelo ator.
Agora as 18:07 minutos é anunciado pelo Brasil Urgente, que um corpo foi encontrado nas margens do rio e as características são do ator da Globo. 

5 de agosto de 2016

Morre Vander Lee. #RIP #VanderLee



Morreu nesta manhã o cantor e compositor mineiro Vander Lee. Ele estava internado no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte. Vander Lee se sentiu mal na tarde dessa quinta-feira quando fazia hidroginástica e foi levado ao hospital da Unimed,

De lá, foi encaminhado para o Hospital Madre Tereza, onde foi constatado um aneurisma no coração. O cantor foi operado durante a noite e internado na UTI 3 do Hospital Madre Tereza, mas ainda durante a noite, teve 12 paradas cardíacas e não resistiu.

Vander Le morreu na manhã desta sexta-feira. A família do cantor avalia a possibilidade de realizar o velório no Palácio das Artes, mas ainda não confirma o local da cerimônia. O corpo de Vander Lee permanece no necrotério. O cantor e compositor era separado e deixa 3 filhos.

Ele se firmou como um dos principais nomes da música mineira com nove discos, entre registros ao vivo e em estúdio. Vander Lee tinha 19 anos de carreira.

O Brasil perde mais uma grande voz.

8 de julho de 2016

Marcelo #Adnet nega ter traído Dani #Calabresa.


Apesar das fotos divulgadas na manhã desta sexta-feira (8), Marcelo Adnet nega que tenha traído a esposa, Dani Calabresa, mais uma vez. Nas imagens, registradas nessa quinta (7), no Rio de Janeiro, o comediante aparece junto com uma jovem de cabelo azul. Os registros da AgNews mostram os dois abraçados, de rosto colado e caminhando de mãos dadas. No entanto, segundo a Folha de S. Paulo, Adnet tem dito a amigos próximos que não beijou a garota e que "as fotos não provam nada".

Já a versão da agência diz que o humorista teria ainda ficado com outras duas mulheres na mesma noite. Ao jornal, amigos próximos de Adnet e Calabresa confirmam que o casal continua junto e que o relacionamento deles não é aberto.

Essa situação, para Adnet, não é novidade. Em novembro de 2014, ele foi flagrado beijando outra mulher, nas proximidades de um bar carioca. Com a evidência, ele se desculpou publicamente com a mulher. Já Dani, que na época fazia parte do elenco do CQC, revidou ao vivo, dando um beijo no colega Marco Luque.

Dia 13/07/16 - A garota da Moto no SBT!




Joana vive o dia a dia fascinante e perigoso das ruas, viadutos e vias expressas de São Paulo sobre duas rodas. Ela é uma motogirl que faz parte desse exército de mais de 300 mil pessoas que cruzam a cidade transportando de tudo, todos os dias, o dia inteiro. Um exército que é, como todos, predominantemente masculino. Joana é uma exceção: é mulher, jovem, bonita e acima de tudo, é corajosa.

Joana se tornou aventureira porque se viu acuada, tendo que defender sozinha o seu filho de oito anos, Nico, contra gente muito poderosa. Nessa jornada, ela descobre forças que nem sabia que tinha - como acontece tantas vezes com os verdadeiros heróis.

Quem persegue Joana é Bernarda, uma milionária que acredita que Joana e Nico podem ameaçar sua fortuna. É por causa de uma tentativa de assassinato, a mando de Bernarda, que Joana precisou fugir do Rio de Janeiro para São Paulo e se esconder entre os motoboys. Mas o disfarce dura pouco e quando Bernarda a encontra novamente, o risco é redobrado.

Mas nem tudo é tensão em “A Garota da Moto”. Na Motópolis, que é uma empresa de moto entrega, Joana conhece toda uma galera que leva a vida de um jeito bem mais leve e divertido. Val, a gerente, que gosta de se fazer de durona com os motoboys, mas que na verdade está mais preocupada com sua vida amorosa. Túlio e Marley, dois jovens motoqueiros apaixonados por Joana, que são melhores amigos. De Tenso ali na Motópolis, só o subgerente (e faz-tudo) Bactéria, que tenta implantar sistemas de gestão naquela empresa de fundo de quintal.

Para fechar o círculo de relacionamentos de Joana, há seu pai, Reinaldo, que todos chamam de Rei. Rei é o dono do Botecão, lugar onde todo mundo faz suas refeições, como uma boa coxinha, e toma uma cerveja gelada. Rei administra não só o Botecão, mas também uma vida amorosa pra lá de complicada, dividido entre Pam, sua namorada oficial e cozinheira do estabelecimento, e Val, com quem tem um caso secreto de longa data.

Além das entregas, as cenas de perseguição de Joana fugindo de Bernarda e seus comparsas tornam as ruas de São Paulo realmente um personagem pulsante na história, que vai, em muitos momentos, determinar o destino da garota da moto.

Por que os programas de culinária nos fascinam tanto?


Não é novidade alguma que os programas de culinária são hoje uma febre nos canais de televisão. Se antes estavam restritos aos horários em que as donas de casa estavam na frente da TV, deixando bem claro a quem se direcionavam (às únicas responsáveis pela alimentação da família), hoje a culinária de TV se popularizou. Está acessível a todos os públicos – há até as atrações que prometem ensinar às crianças como fazer comida.

Se outrora os programas costumavam ser comandados por “senhorinhas” (como Palmirinha e Ofélia) é porque a televisão legitimava algo que já acontecia na vida fora dela. A cozinha era, claramente, um espaço das mulheres, que lá faziam um trabalho “de formiguinha” – que, aliás, quase nunca era valorizado como trabalho, e sim como obrigação. A cozinha pertencia às coxias, ao lugar onde se guarda os segredos, ou seja, ao local escondido do preparo (desglamourizado) de algo que posteriormente tomará as mesas em sua versão bonita, estetizada.

Mas, como bem apontou a jornalista Isadora Rupp, se algo bom surgiu da chamada “neurose fitness” foi uma retomada de atenção sobre o processo de cozinhar e alimentar-se, revalorizando a culinária como parte cotidiana e necessária da vida de todos nós. As cozinhas, então, saíram das coxias e passaram a ocupar o nobre espaço das emissoras televisivas, em programas que nos auxiliam a retomar a reflexão sobre o que consumimos. As atrações são inúmeras (só no canal pago GNT são mais que dez programas, entre os produzidos por ele e os comprados de emissoras estrangeiras), e migraram também para a TV aberta.

A questão central, aqui, seria: o que saboreamos quando nos postramos frente à TV para assistir aos programas de culinária? Ora, qualquer um que já ficou em frente do MasterChef Brasil e acabou perdendo seu horário de sono já se deu conta que estes programas – especialmente os que fazem uso do formato reality show – causam quase uma hipnose no espectador. A partir do momento em que um programa deste tipo nos “fisga”, é quase impossível desligar a televisão.

Existe então um certo paradoxo nesses formatos, que é a tentativa de capturar o espectador por certos sentidos (visão, audição) para experimentar algo intransponível à tela, algo que não se consegue desfrutar se não por sentidos outros (paladar, olfato, tato). O grande enigma é tentar entender como esta tarefa é, geralmente, cumprida com sucesso. Ficamos embasbacados, meio que comendo com os olhos – mas comendo o que, afinal?

Claro está que não é apenas alimentação aquilo que os programas nos oferecem. Talvez ela seja a menor parte do cardápio, aliás. Por regra, programas culinários de competição – como Bake Off Brasil e BBQ Brasil – priorizam bem mais a discussão sobre o sabor que sobre os elementos nutricionais da comida. Ou seja, os jurados avaliarão mais o profissionalismo e a técnica no preparo da comida (se tal alimento se “apaga” ou não junto aos outros) do que se ela cumpre as necessidades básicas da alimentação diária.

Basta ver, por exemplo, as provas de MasterChef Brasil sobre formas de preparar muitos ovos juntos, desconsiderando o quão prejudicial à saúde pode ser certo alimento, ou a reflexão inexistente sobre o consumo de altas quantidades de açúcar em Bake Off Brasil. Por outro lado, esta (falta de) preocupação encontra equilíbrio em outras atrações – por exemplo, no programa Bela Cozinha, embora haja também outras questões possíveis sobre o que significa esta “vida simples” que ele nos vende.

Ou seja, o que os programas nos ofertam é prioritariamente outra coisa. Vejamos, por exemplo, o fascínio causado por MasterChef Brasil, exibido pela Band, certamente o mais popular os programas culinários na grade televisiva brasileira. As atrações são várias. Há o teor gourmet obtido ao se entrar em contato com especialistas em diversas áreas da culinária. Há um gosto de “gente diferenciada” pelo fato de os jurados (ao menos 2/3 deles) serem estrangeiros, e de esta “estrangeirice” ficar bem evidente na performance deles (o francês Erick Jacquin, inclusive, precisa ter sua fala legendada em todos os episódios).

Mesmo tão distantes e sofisticados, o programa é calculado para mesclar o distanciamento e a dureza do jurado (tal como um professor durão que usa uma retórica de humilhação para extrair o melhor de seu pupilo) e a vulnerabilidade e a humanidade dele (como o momento em que Paola Carosella chorou ao ganhar uma bandeira do Brasil, ou quando Henrique Fogaça fez uma fala muito comovente sobre a filha, que é deficiente). Esse jogo do afastamento/proximidade é fundamental na experiência do programa.

Os ingredientes do reality vão, claro, muito além da culinária. Embora o formato não priorize muito a exposição da vida pessoal dos participantes (eventualmente, há uma entrevista com algum deles em sua casa, feita por Ana Paula Padrão, trazendo um breve vislumbre da vida deles fora das câmeras), é necessário que consumamos algo além das habilidades daquele que ali se coloca como um potencial chef de cozinha.

O embate moral em MasterChef Brasil

Os episódios de MasterChef Brasil instigam que o público para que tragam suas próprias convicções a participar do programa. A matéria prima, como o de todo bom reality show, é o “material para conversa” que ele gera após o encerramento da edição. As questões centrais precisam ir além da culinária, e gerar um bom debate sobre a condição humana e a forma pela qual o público vê o mundo. Nas últimas edições, por exemplo, a tensão se deu por conta de uma competição “mata mata” entre os participantes, à la Jogos Vorazes, em que deveriam demonstrar suas capacidades de sobrevivência no preparo de um dos mais essenciais elementos na alimentação brasileira, o ovo.

A tensão crescente em cada passagem de prova (eram quatro provas no total, envolvendo quatro formas de preparar o alimento) se situava nas decisões morais que levantavam. Nas provas (e na vida, é claro), o que deve ser priorizado, técnica ou experiência? A constância e a paciência de um preparo da vida toda, ou a malandragem para conseguir sobreviver frente às adversidades – e não é esta, afinal, uma grande metáfora sobre a identidade brasileira?

Ao fim do embate, chega-se a um grande “duelo”. De um lado, Gleice, a participante com a história mais triste do programa, vinda das classes populares e que, dentre todos os concorrentes, dá a impressão de ser a que teve menos oportunidades ao longo da vida para aprimorar-se – aparentemente, então, a que mais precisaria dessa oportunidade galgada no programa. De outro, Leonardo, jovem e bonitão, mais consistente durante toda a edição de MasterChef Brasil – repercutindo, certamente, tempo e oportunidades para estudar. A torcida entre os colegas é claramente a favor de Gleice, e contra o rapaz, que acredita jamais ter feito nada contra os demais para merecer a certa antipatia (e pelo que foi exibido pela edição, parece ser a verdade).

A decisão pessoal sobre quem “morre” neste duelo, claro, diz muito sobre nós, enquanto sociedade e enquanto país, e é este o ingrediente principal a nos hipnotizar semanalmente frente às telas, e o que nos inspira a sacrificar tantas horas de sono na esperança de descobrir um pouco mais sobre nós mesmos.

***
Um artigo de: 
Maura Oliveira Martins é jornalista, professora universitária e editora do site A Escotilha

Marcadores

2008 (197) Arquivo (374) Bahia (7) BBB (80) Como Pensam... (11) Crônica (1) Culinária (9) Filmes (44) Humor (86) Ivete Sangalo (5) Música (218) Notícias (44) Novelas (5) Política (23) Saúde (26) Televisão (956) Variedades (182) Veneno (3) Vídeos (173)